Klaus observava a população ao seu redor com atenção. Conversava animadamente com quem o procurava, mas também contemplava os cidadãos à distância, absorvendo suas rotinas e admirando a força que nem eles percebiam possuir.
No mundo que habitamos, aprendemos a manejar armas desde pequenos. Somos guiados por Assistentes, pela Instrutora Amanda e pelos Mestres das Habilidades, que nos ensinam a enfrentar nossos inimigos e a nos defender dos ataques que ameaçarão nossas vidas. O instinto de sobrevivência prevalece a cada passo.
Mas não é essa a força que Klaus tanto admira. Ele observa nuances que poucos notam: a vovó que faz geleia com mel para seus netos; a mãe que esbraveja, mas não deixa o filho sair sem vestir o casaquinho; as festas promovidas constantemente para aproximar a população e multiplicar sorrisos; os combatentes que estendem as mãos aos companheiros para erguê-los e seguirem juntos. Todas as formas que o amor usa para abraçar o próximo sem que quase ninguém perceba.
Os cidadãos que ele encontrou durante suas caminhadas guardarão suas histórias: necessidades atendidas, problemas resolvidos. Klaus sempre soube escutar e agir quando necessário.
A Costureira trabalhou incansavelmente até o último momento, e seus dedos habilidosos restauraram cada pano rasgado e cada presente danificado. Sua dedicação garantiu que ninguém ficasse sem suas lembranças especiais nesta temporada.
Alguns presentes foram deixados debaixo das árvores, outros foram distribuídos pessoalmente pelo Klaus. Presentes foram partilhados nas ruas das cidades e entregues nas casas das crianças. O Natal foi celebrado com felicidade e harmonia.
E há quem diga que o melhor presente não estava embrulhado, mas descoberto nas boas ações cotidianas e nas amizades que o povo pristoniano construiu e preserva até hoje.
Com tudo reparado e Rudolph em segurança, Klaus observou a cidade pela última vez. Um sorriso discreto se formou sob sua longa barba branca, enquanto ajeitava o cachecol contra o vento frio da noite. Sem alarde ou despedidas formais, ele foi visto pela última vez ao lado de Rudolph, antes de ambos desaparecerem no horizonte. Alguns juraram ter visto um brilho peculiar no céu naquela noite, mas ninguém poderia afirmar com certeza.
A Costureira, satisfeita com o trabalho bem feito e com a alegria estampada no rosto dos mais jovens, também se despediu, levando consigo a gratidão de todos.
Pouco tempo depois, o mergulhador Jacques emergiu das águas de Ricarten, na região do cais. Ele explicou que estava inspecionando os mecanismos subaquáticos quando percebeu algo alarmante: a corrente marítima estava descontrolada. Após examinar cuidadosamente os arredores, descobriu que as Engrenagens dos Tempskrons estavam severamente deterioradas. A ferrugem impedia que circulassem adequadamente, causando um desequilíbrio perigoso nas águas.
As consequências já eram visíveis: os cardumes se afastaram, as águas tornaram-se insalubres e a maré inconstante representava uma verdadeira ameaça à costa da cidade.
Para normalizar a situação, Jacques precisa de novas Engrenagens dos Tempskrons e de Preces dos Morions para estabilizar os mecanismos com as peças substituídas.
Em outra região, um indivíduo observa o ambiente com desconfiança crescente. Algo não está certo por ali, e ele decidiu investigar pessoalmente. Por ora, mantém forte cautela e atenção redobrada. Seja qual for a ameaça que detectou, ela merece ser levada a sério.
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Contribua com a outra investigação em andamento e ajude a tranquilizar o indivíduo preocupado com os sinais suspeitos em sua região.
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